terça-feira, 3 de abril de 2007

Matéria de Capa

Escuta agora a canção que eu fiz pra te lembrar
LUÍSA

Por: Maurício Mignone

Antes mesmo de nascer, Luísa Mignone Paixão já tinha a mania de surpreender a família. Sim, porque Henrique, o irmão mais velho, tinha pouco mais de 1 ano, quando Marisa, a mãe, descobriu que estava grávida de novo. O susto inicial, porém, foi logo substituído pela alegria. Principalmente a do pai, Edmilson, que exibiu o maior sorriso quando soube da novidade. A segunda surpresa foi o exame de ultra-som revelar ser uma menina, formando assim um casal de irmãos. Outra surpresa foi ela ter nascido de 8 meses, mas chegando forte, saudável e muito gulosa. Finalmente, a surpresa final foi descobrir que aquela coisinha linda tinha olhos azuis – herdados de uma bisavó materna e de duas tias-avós paternas. Algum tempo depois, ela também se revelaria canhota, tal qual o avô materno, Gino Mignone.
Foi assim que Luísa chegou: festejada, amada e fazendo a alegria de seus pais, avós, tios e primos. Para a família formada por Edmilson e Marisa, uma felicidade que ainda se completaria seis anos depois, com o nascimento de Paulo, o caçula.

FUTURA BIÓLOGA
No dia 20 de março deste ano, novamente a família de Luísa entrou em festa com a chegada de seus 15 anos – mais uma prova de como esse tempo passa rápido. Quando todos deram conta, a garotinha de ontem já começara a passagem para o mundo adulto, tornando-se moça e fazendo seus próprios planos.
No colégio, ela foi sempre estudiosa a ponto de estar entre as primeiras da turma. E se revelando uma leitora voraz do que estivesse ao alcance ou merecesse seu interesse – fato que em muito contribuiu para sua ótima cultura geral. E já responde com firmeza a carreira que pretende seguir: Biologia.
Com 15 anos, Luísa não é de freqüentar as baladas, mas adora ir ao cinema, praia, viajar... É bastante apegada à família e conserva amizades desde a infância, além de ser muito unida ao irmão Henrique, dois anos mais velho.
Para este tio que aqui escreve, e que sempre a chamou de linda, Luísa nunca deixará de ser aquela coisinha que, mal sabia andar, fugia de seu quarto para o meu, deitando ao meu lado como uma gatinha, fazendo minha felicidade.
Parabéns, linda. Que Deus te abençoe sempre!

Editorial

Domingo de Páscoa é uma daquelas datas que a gente nunca esquece, quando criança. Claro que por causa dos ovos de chocolate, distribuídos no dia conforme a tradição. Aqui em casa, meus pais faziam aquela brincadeira de esconder os ovinhos pela casa com o nome da gente escrito. Depois, era só sair procurando pelos lugares mais imprevisíveis: dentro da eletrola, no vaso de plantas, atrás de algum enfeite... Se encontrasse algum que não era meu, tinha que ficar quieto e deixar no lugar. Só valiam os que tinham o meu nome.
É verdade que hoje o tempo passa muito depressa, mas teve uma época, quando éramos crianças, em que ele passava bem devagar e essas comemorações faziam a nossa felicidade: dia das crianças, dia do aniversário, Natal, domingo de páscoa... Hoje, quando os ovos de páscoa atingiram uma qualidade super, com recheios de tudo quanto é coisa, cada um maior e mais delicioso do que o outro, fico pensando naqueles ovinhos de antigamente e me dá uma saudade gostosa em meio a certa melancolia. Porque agora, acredito, não deve ser mais tão comum, brincar de procurar pelos ovinhos. A criança de hoje anseia pelo maior e mais gostoso ovo de páscoa. Como resistir?
E no meio dessas lembranças envolvendo infância e ovos de chocolate, meus pensamentos se voltam para 15 anos atrás, quando nasceu minha sobrinha Luísa, filha de Marisa e Edmilson. Numa época de coelhinhos de páscoa, fomos brindados aqui em casa com uma linda gatinha de olhos azuis, que nos encheu a todos de felicidade. A mesma que hoje está na capa, já menina-moça e despertando para a vida. Beijos, linda!
Em maio a gente volta com a nossa Mãe do Ano. Boa Páscoa! !